Achei legal, interessante e novo.

Anatel investiga prestação irregular de telefonia pela A.Telecom

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 comentários
Um caso inédito no setor de telefonia fixa tem agitado os bastidores da Anatel nos últimos meses e pode provocar uma mudança sensível na forma como as concessionárias de telecomunicações prestam serviços para clientes corporativos.

O problema envolve uma das empresas do Grupo Telefônica. A fiscalização da agência constatou que a A.Telecom, antiga Atrium, está prestando serviços que iriam além do permitido pela sua licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). A A.Telecom foi flagrada celebrando contratos de oferta de telefonia fixa para clientes coorporativos que violam as regras do setor de telecomunicações. O caso foi classificado como "prestação clandestina de STFC" pela agência.

Sob a ótica do consumidor, a oferta de telefonia fixa pela A.Telecom fere a regulamentação da Anatel, diz a fiscalização da agência. Os clientes da operadora não teriam o direito de escolher o Código de Seleção da Prestadora (CSP) de longa distância, podendo usar apenas o 15 da Telefônica. Também não possuem o direito de portar seu número para outra empresa de telefonia fixa, nem de trazer seu número de outra operadora. Pelos cálculos da Anatel, os potenciais afetados pela prática da A.Telecom seriam, ao menos, 1 mil clientes em todo o Brasil, até o fim de 2008. A A.Telecom é uma subsidiária que a Telefônica usa na prestação de serviços corporativos.

Mas os problemas com a oferta do serviço não se encerram apenas no âmbito da relação com os consumidores. A acusação de oferta clandestina de telefonia fixa feita pela fiscalização da agência reguladora está amparada em uma análise técnica do sistema utilizado pela A.Telecom para conectar os clientes.

Segundo informações obtidas por este noticiário, a A.Telecom estaria conectando diretamente as Centrais Privativas de Comutação Telefônica (CPCTs), equipamentos colocados nos prédios dos clientes, às centrais públicas do STFC de responsabilidade da Telefônica. Em princípio, não há problema algum de uma operadora do SCM administrar as CPCTs, desde que ela seja uma intermediária de fato na conexão entre esses equipamentos e a rede da concessionária. Ocorre que não há registros de que essa posição intermediária seja executada pela empresa. Assim, na prática, a A.Telecom estaria apenas cumprindo um papel jurídico de intermediária, mas, no campo técnico, essa relação não existe.

Estrutura

Essa estrutura estabelecida entre a Telefônica e a A.Telecom com relação ao uso da rede fez com que a Anatel levantasse suspeitas de que a operadora de SCM funciona apenas como uma "empresa de fachada" da concessionária, de acordo com documentos obtidos por este noticiário. Esses indícios se fortaleceram com o fato de a A.Telecom não ter conseguido apresentar como se dá a remuneração pelo uso da rede do STFC da Telefônica durante as fiscalizações da Anatel. A agência não conseguiu encontrar registros contábeis que comprovem existir uma relação comercial de aluguel da rede entre a A.Telecom e a Telefônica, informação necessária para confirmar que a relação entre as duas empresas cumpre a legislação do setor. A apuração investigou a contabilidade das duas empresas, sem sucesso.

Um dos grandes problemas da relação entre as duas empresas tem uma origem muito simples: a A.Telecom não tem, e nem poderia ter, uma licença de oferta de STFC que garantisse a oferta de telefonia fixa dentro das regras. A empresa está autorizada apenas a prestar SCM e DTH. E, por pertencer ao mesmo grupo de uma concessionária de STFC, jamais poderia ser autorizada a oferecer telefonia fixa na mesma área de concessão.

Numeração da Telefônica

Além das questões técnicas e das infrações com relação aos direitos dos consumidores, outras práticas surpreenderam os fiscais e evidenciam ainda mais claramente que a A.Telecom estaria, de fato, prestando STFC para a Telefônica. Foi constatado pela Anatel que os telefones contratados junto à A.Telecom possuem números do Plano de Numeração do STFC distribuídos exclusivamente à tele.

Os planos de numeração fazem parte do rol de bens escassos do setor de telecomunicações, uma vez que há um número limitado de combinações numéricas na composição de oito dígitos em vigor no Brasil. Assim, a Anatel concede um plano específico para cada operadora de serviços de telecomunicações e a agência possui um controle de cada uma das listas liberadas. Com isso, é fácil identificar qual empresa possui o código que está sendo usado.

Não fosse a facilidade de identificação do código em si, um outro indício de uso dos números da Telefônica pela A.Telecom se impõe. A Anatel, até hoje, não fez um plano de numeração específico para o SCM. Por isso, elas não possuem códigos próprios e, ou oferecem serviços por ramal, ou intermediam a oferta ao consumidor final. Neste último caso, com recibo das relações comerciais estabelecidas, o que, como já dito, não foi encontrado pela fiscalização no caso A.Telecom.

Cobrança

Mais um problema é que a A.Telecom tem faturado diretamente os clientes que possuem contratos sob suspeita de oferta irregular de STFC. A fiscalização constatou a emissão de contas telefônica, boletos bancários e faturas em nome da A.Telecom. Em uma fatura com o timbre da Atrium (antigo nome da A.Telecom), a referência aos serviços de STFC é listada como "uso de recurso local". A empresa, inclusive, se dispõe a encaminhar um "demonstrativo detalhado" desde que solicitado pelo e-mail telefonia@atriumtelecom.com.br. Essa cobrança direta é vedada pelas regras do setor de telecomunicações quando se trata de oferta de CPCTs.

Reestruturação

A operadora foi procurada na semana passada por este noticiário para comentar a ficalização da agência sobre a A. Telecom e até hoje não havia se pronunciado. Entretanto, aparentemente em decorrência dos questionamentos da Anatel, nesta quinta-feira, 17, a Telefônica apresentou um comunicado ao mercado informando aos investidores que a A.Telecom sofrerá uma cisão em seu capital. A parte cindida será incorporada pela Telesp (razão social da concessionária Telefônica). Como a A.Telecom é subsidiária integral da Telesp, o negócio não promoverá aumento de capital no grupo.

Como propósito da operação, a Telefônica justifica-se com a transferência de "acervo composto de bens ativos, diretos e passivos relacionados a determinadas atividades desenvolvidas pela A.Telecom, no contexto de fornecimento de soluções integradas a seus clientes, de modo que a Telesp passa a faturar diretamente a clientes da A.Telecom uma parcela dos valores atualmente contratados e cobrados pela A.Telecom a alguns de seus clientes". A empresa não detalha quais são as atividades da A.Telecom que agora serão faturadas pela Telefônica. O comunicado diz ainda que a A.Telecom e a Telefônica não precisam da anuência da agência para fazer essa operação, mas ainda assim a Anatel será informada.

FONTE: Teletime
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Telefónica vai buscar novas oportunidades de expansão no Brasil

segunda-feira, 16 de novembro de 2009 comentários: 1
Citando fontes próximas da empresa, jornal El Diario diz que novas aquisições não serão feitas a qualquer preço

Depois de reconhecer sua derrota na tentativa de aquisição da GVT, e descartar qualquer possibilidade de ampliar a oferta, o grupo Telefónica vai buscar novas oportunidades de expansão no mercado brasileiro. O jornal espanhol El Diario, citando fontes do grupo, diz que a companhia não pretende renunciar a seu objetivo de aumentar sua participação no mercado de Internet brasileiro. Mas que não o fará a qualquer preço.

Na sexta-feira, o mercado foi surpreendido com o anúncio da Vivendi de que, em uma negociação privada, comprou o controle acionário da GVT pelo qual pagou R$ 56,00 por ação. De acordo com o jornal espanhol, o mercado acionário vai julgar o valor oferecido pelo grupo francês, uma vez que a própria Telefônica havia sido duramente criticada ao ampliar sua oferta para R$ 50,50 para a compra da GVT, operadora que detém 5% do mercado de telecom no país.

"Existem outra alternativas para competir com a Oi, e a Telefónica as analisará a partir de agora", disse a fonte da empresa, conforme o jornal espanhol. A própria aquisição de 100% da Vivo voltou a ser lembrada como um dos objeticos do grupo.

FONTE: TELECOMONLINE
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Anatel toma decisão inédita e exige que Telefônica e GVT fiquem separadas por cinco anos

sexta-feira, 13 de novembro de 2009 comentários
A aprovação nesta quinta-feira, 12, da anuência prévia à compra da GVT pela Telefônica inclui um rol de condicionamentos com a intenção, segundo o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, de preservar a concorrência. O Conselho Diretor também concedeu aval para que a Vivendi compre a GVT, mas, neste caso, não há condicionamentos uma vez que a empresa francesa não opera no Brasil. No caso da Telefônica, a agência reguladora entendeu ser necessário impor limites à atuação da companhia unida à GVT e a restrição mais forte é inédita na autarquia.

Trata-se da determinação de que as duas empresas permaneçam com suas estruturas administrativa, operacional, funcional e comercial separadas por cinco anos. Até mesmo a marca da GVT deve ser mantida por este prazo. A agência permitiu que a Telefônica peça revisão desse condicionamento após dois anos da concretização da operação. Dentro dessa regra, todos os planos de serviço da GVT também devem ficar sem alteração.

O condicionamento, no entanto, pode chocar-se com uma outra imposição à empresa, esta definida pela própria Lei Geral de Telecomunicações (LGT): a eliminação de sobreposições de licenças e autorizações de uso de recursos limitados, como é o caso do Código de Seleção de Prestadora (CSP). Para a manutenção plena da operação da GVT de forma separada é possível pressupor que a vigência da licença de STFC e, especialmente, do CSP seja mantida ao longo do período de vigência da regra.

No entanto, a Anatel manteve na lista de condicionantes o parâmetro estabelecido pela LGT de que as sobreposições devem ser eliminadas em até 18 meses após a concretização do negócio. Há coincidência de outorgas entre Telefônica e GVT na área de São Paulo - concessão para Telefônica e autorização para a GVT - e em outras localidades pontuais. Com relação ao CSP, a Telefônica terá que escolher se mantém o 15 usado por ela ou se fica com o 25 da GVT. O mais provável é que ela mantenha o seu código.

A possível contradição entre as duas condicionantes é mais nítida no caso do CSP, já que, ao escolher um único número, ficará impossível distinguir a operação de longa distância da GVT e da Telefônica. Esses aspectos ainda podem ser esclarecidos com o cumprimento de uma outra regra imposta pela agência. Telefônica e GVT terão seis meses contados da publicação da anuência para apresentar à Anatel um plano para a eliminação das sobreposições.

Divergências

A decisão de exigir a separação foi um dos fatores que fez com que a decisão sobre a anuência não fosse unânime em todos os aspectos da deliberação. Sardenberg confirmou que a votação teria ficado em 3 a 1, sendo o voto destoante o da conselheira Emília Ribeiro. Segundo o presidente, a conselheira defendia o encaminhamento das propostas de condicionamento para análise mais acurada da área técnica e jurídica da agência.

A conselheira Emília Ribeiro confirmou a este noticiário seu posicionamento contrário ao método usado para a aplicação das determinações. No entanto, a conselheira esclareceu que não votou contra a anuência prévia em si, mas apenas na parte que se tratava das condicionantes. Assim, a aprovação da anuência foi unânime, segundo Emília, com posição discordante apenas com relação à aplicação das determinações sem um estudo técnico e jurídico sobre o assunto. A conselheira declarou que divulgará oficialmente seu voto após as empresas serem informadas da decisão para esclarecer totalmente seu posicionamento.

Sistemas e EILD

Outra novidade entre os condicionamentos é a exigência de desenvolvimento e operacionalização de um sistema na Região III (São Paulo) que permita o envio diário à Anatel de informações sobre planos de serviços, promoções vantagens e descontos ofertados nos serviços prestados por meio de formulários eletrônicos. O sistema deve ser ativado em até quatro meses a partir da publicação do ato de anuência e as especificidades do sistema serão definidas em conjunto com a Anatel.

A Telefônica também terá que divulgar na Internet, em quatro meses a partir da publicação da anuência, as suas ofertas de atacado. Está incluída nestas ofertas a EILD; o backhaul; o uso de recursos de rede Local e de Longa Distância Nacional (LDN) para construção de redes, transporte, comutação e trânsito; fornecimento de cadastro; co-faturamento e o uso de plataforma de pré-pagamento.

Todas as condições de oferta (preço, prazo, etc) devem ser divulgadas e a empresa terá que atualizar os dados diariamente. Novos serviços com divulgação obrigatória podem ser incluídos pela Anatel na lista e os dados deverão ser publicados na Internet em até três meses a partir da solicitação da agência.

Outro item determina que a Telefônica deve manter ou reduzir o percentual de atendimento por meio de EILD Especial em relação ao total de solicitações feitas na Região III (SP) antes da conclusão da operação. Ela terá ainda que encaminhar relatórios trimestrais com os percentuais de atendimento de pedidos com EILD Padrão e Especial na Região III e especificação das entidades solicitantes, mesmo que pertença ao grupo Telefônica. Esses relatórios devem ser encaminhados 30 dias antes do término de cada trimestre ou em até 24 horas, por solicitação da Anatel.

A agência também determinou a criação de um sistema de controle de fila e da sequência de atendimento a pedidos de oferta de atacado. Os dados dos solicitantes devem ser detalhados e encaminhados à Anatel por meio de relatórios em até 30 dias após o término de cada trimestre ou em um dia útil quando a agência solicitar excepcionalmente.

Neutralidade e investimentos

Outro grupo de condicionantes já foi usado pela Anatel quando esta analisou a compra da BrT pela Oi. Uma delas é a exigência de que a Telefônica mantenha a neutralidade de sua rede. Assim como no caso da BrOi, a Anatel não especificou quais medidas devem ser tomadas para assegurar essa política empresarial e quais ações são proibidas. Um assessor da diretoria da Anatel presente na divulgação da decisão confirmou, no entanto, que a prática do tráffic shaping - onde as empresas discriminam pacotes transmitidos via Internet, privilegiando o tráfego de dados em detrimento de serviços de voz sobre IP - é uma das ações que devem ser evitadas com a vigência desse condicionamento.

Mais um item conhecido desde a operação BrOi é o que pretende estimular os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A Telefônica, caso compre a GVT, terá que realizar, nos próximos dez anos, investimentos em P&D anuais na ordem de 100% do total recolhido pelo Funttel ao longo do ano. Metade desse valor deve ser aplicada incondicionalmente pela empresa. O aporte da outra metade será proporcional à liberação do Funttel feita pelo governo no ano corrente.

A empresa também terá que estabelecer padrões e índices de nacionalização de médio e longo prazos no mercado local para a aquisição de equipamentos e sistemas de alto valor monetário ou importância estratégico. Deve promover ainda iniciativas de fabricação local, com toda a infraestrutura fabril de produção observando as diretrizes do Processo Produtivo Básico (PPB).

Mais uma exigência é que a empresa mantenha o "nível de emprego" após a operação. A agência, no entanto, não detalhou qual parâmetro será usado para a verificação do cumprimento desta regra como o período a ser considerado para a contagem dos postos de trabalho. Também não foi esclarecido se a empresa poderá "trocar" postos de trabalho, desde que mantenha o número total de funcionários.

OPA

A sequência de condicionamentos afetará a Oferta Pública de Ações (OPA) programada pela Telefônica. Isso porque o edital definia que a anuência prévia da Anatel teria que ser sem restrições - ressalvadas as relacionadas à eliminação de sobreposições de licenças - para que a OPA fosse válida. Sendo assim, a empresa terá que fazer uma nova oferta para poder adquirir as ações da GVT, o que atrasará o cronograma da operação desenhado pela Telefônica.

O embaixador Ronaldo Sardenberg, ao ser questionado sobre o assunto, disse que estava ciente das condições previstas no edital da oferta quando deliberou sobre os condicionamentos da anuência prévia. O presidente, no entanto, não teceu maiores comentários sobre os efeitos da decisão da agência neste assunto.

FONTE: Teletime
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Quais os possíveis cenários após a proposta da Telefónica para compra da GVT?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009 comentários

Júlio Püschel é analista senior do Yankee Group para a América Latina
A Telefónica acabou de fazer uma oferta para a compra da GVT, oferecendo R$ 48,00 por ação. Como fora previsto, esta é uma ação de resposta direta à oferta da Vivendi no dia 08 de setembro deste ano (a oferta foi cerca de R$1,1 bilhão maior do que a da Vivendi). Este valor oferecido pela Telefónica vai além de refletir a rede da GVT e o número de assinante. Os principais componentes da oferta são a possibilidade de oferecer serviços em outras regiões do Brasil sem ter de construir uma rede do zero e principalmente barrar a entrada de um novo grupo no Brasil.
Não é novidade o interesse da Telefónica na GVT e praticamente desde o dia em que a GVT anunciou seu IPO existem boatos de uma possível oferta de compra pela Telefónica. Acredito que vale a pena refletirmos um pouco sobre os possíveis cenários desta venda.
Telefónica ►GVT
A GVT poderia ser a oportunidade da Telefónica ir além das fronteiras do estado de São Paulo para oferecer serviços principalmente para a região 2 do Plano Geral de Outorgas (PGO).  Seria um bom negócio já que a GVT possui cobertura satisfatória nos principais centros econômicos da região e, apesar da capilaridade um pouco pequena, possui uma rede de fibra ótica muito boa e moderna. Adicionalmente, a Telefónica poderia continuar a estratégia da GVT de entrar em novas cidades levando serviços mais avançados de internet (pacotes superiores a 10 Mbps).
Em relação à competição neste cenário, pouca coisa muda no contexto regional (sai a GVT e entra a Telefónica), mas a mudança é bastante significativa no cenário nacional, pois se perde um player, que apesar de pequeno, tem tido um crescimento bastante significativo nos últimos anos.
Neste caso, a GVT seria praticamente absorvida pela Telefónica que implantaria suas políticas internas e de produtos em todo o território nacional. Resta saber se a audácia e criatividade da GVT adotada até então seria aproveitada pela Telefónica (poderia ser um bom diferencial).
Vivendi ► GVT
Este cenário possibilitaria não apenas um investimento maior na ampliação da atuação da GVT, mas traria também um novo grupo internacional para o Brasil. Adicionalmente a Vivendi, por ter atuação na área de desenvolvimento e distribuição de conteúdo de internet e TV, poderia agregar muito valor com um modelo de negócios diferenciados dos modelos atuais.
Acredito que do ponto de vista da Anatel e do CADE não teriam restrições, uma vez que a concorrência na região 2 não seria afetada em nenhum dos dois cenários. Adicionalmente, acredito que a própria decisão dos órgãos reguladores em relação à compra da BrT pela Oi (que teve um impacto muito maior no mercado Brasileiro) pode facilitar esta compra.
Possível leilão
Apesar da receita mundial da Vivendi ser menor do que a da Telefónica (EUR 25.7 bilhões contra EUR 57.9 bilhões em 2008), o seu endividamento é significativamente menor do que o da Telefónica (EUR 8.5 bilhões contra EUR 44.3 bilhões em junho de 2009). Isto faz acreditar que a batalha está apenas começando e, possivelmente, a Vivendi irá aumentar a oferta. Resta saber se a Telmex entra ou não nesta batalha, afinal tanto a Vivendi quanto a Telefónica poderiam ser grandes ameaças aos negócios da NET.
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Telefônica faz oferta de R$ 6,5 bilhões para comprar a GVT

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Negócio marcará a entrada do grupo nos mercados de telefonia e banda larga das regiões Sul e Centro-Oeste

Telefônica anunciou nesta quarta-feira, 7, uma proposta de compra por 100% das ações da operadora de telecomunicações brasileira GVT. A empresa oferece R$ 48,00 por papel da operadora, em dinheiro, o que equivale a um total de R$ 6,5 bilhões. A proposta é 14,3% maior do que a anunciada em 9 de setembro pela francesa Vivendi, que não opera telecomunicações no Brasil. O anúncio desta quarta-feira pode fazer com que a Vivendi apresente um novo lance. A GVT surgiu como competidora da Brasil Telecom e expandiu suas operações. Hoje, ela está presente em mais de 80 cidades. Nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, no entanto, só atende a clientes corporativos.

A compra da GVT marcaria a entrada da Telefônica no mercado residencial de telefonia fixa e banda larga fora do Estado de São Paulo, concorrendo diretamente com a Oi, que comprou a Brasil Telecom no ano passado. "A aquisição da GVT é um negócio que faz bastante sentido para a Telefônica", afirmou Luis Minoru Shibata, diretor de Consultoria da PromonLogicallis. "Há muito tempo o mercado espera uma oferta da Telefônica pela GVT."

"As operações da GVT apresentam um encaixe geográfico perfeito com as operações da Telesp (Telefônica) e a complementaridades dos seus negócios não apenas permitirá que a Telesp tenha uma presença efetiva na Região II do PGO [antiga área da Brasil Telecom, que engloba Estados das regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil], como também propiciará a ampliação da concorrência no mercado de telecomunicações em âmbito nacional", informou a Telefônica, em fato relevante.

O negócio depende da aquisição de pelo menos 51% das ações emitidas pela empresa ou que tiveram sua emissão aprovada pelos acionistas. Também depende da dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção de dispersão da base acionária (também chamados de "poison pills"), presentes no estatuto da empresa. A compra precisa ser aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelas autoridades de proteção da concorrência.

Em junho, a GVT tinha 1,2 milhão de clientes de telefonia fixa, 541 mil de banda larga e 135 mil de telefonia via internet. "A rede da GVT oferece um diferencial muito grande, pois ela leva as fibras ópticas muito perto da casa do assinante", disse o analista Júlio Püschel, da consultoria Yankee Group. "Até agora, a maior limitação a uma presença maior da empresa foi o aporte de investimentos." A GVT é controlada pelo Grupo Swarth e pela Global Village Telecom Holland BV.

Créditos : Salsa
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Telefônica: WiMax pode ser alternativa mais econômica

domingo, 27 de setembro de 2009 comentários
Com tecnologia WiMax de banda larga sem fio, a Telefônica espera colocar na prateleira um serviço mais barato que o Speedy, que trafega na rede ADSL. A concessionária iniciará amanhã, em São Paulo, uma bateria de três meses de testes com 150 clientes residenciais da plataforma WiMax, que funcionará na freqüência de 2,5 gigahertz herdada da operadora de televisão por assinatura TVA. Como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não homologou os equipamentos WiMax que serão testados, fabricados pela Motorola, ainda não há data marcada para o lançamento comercial. Mas o executivo de Desenvolvimento de Novos Negócios da Motorola, José Geraldo Alves de Almeida, disse que "é de se esperar" que a aprovação saia até o fim do ano, "já que não há nenhum entrave regulatório" e o processo tramita há bastante tempo no órgão regulador. Se os testes em São Paulo forem bem sucedidos e a Anatel der aval ao negócio, as vendas de banda larga WiMax podem começar "imediatamente", informou o vice-presidente de Estratégia e Regulação da Telefônica, Maurício Giusti. Para ele, o WiMax abre caminho à venda de internet em alta velocidade pré-paga, o que daria mais flexibilidade de uso a alguns clientes - com preços menores. Além de o investimento inicial em WiMax ser menor que em ADSL e fibra óptica, a tendência é que os computadores venham com esta tecnologia de banda larga sem fio já embarcada. Assim, a operadora fica dispensada de fornecer os dispositivos de acesso aos clientes, podendo repassar a economia ao consumidor. "Pelas características e evolução dos preços, o WiMax promete ser mais barato que o ADSL. Além disso, com o Speedy é mais difícil aplicar o modelo de negócios pré-pago, pois exige um aporte grande na casa do cliente", afirmou. Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios para os setores público e corporativo da Intel, Augusto Campos, os testes conduzidos por Telefônica, Motorola e Intel mostram que o intervalo entre lançamento e adoção de tecnologias está se tornando cada vez menor. A empresa é sócia-fundadora do WiMax Forum, que define padrões para esta plataforma, e desenvolve microprocessadores que deixam os computadores prontos para conectar-se à internet via WiMax. O piloto, de acordo com a Telefônica, priorizará uma "velocidade de conforto" ao redor de 2 Mbps, mas a tecnologia permite atingir picos de 7,5 Mbps. O alcance do sinal de cada antena é de 35 Km, podendo chegar a 50 Km. O plano original da Telefônica seria, por meio da licença de MMDS (microondas) obtida após a compra de parte dos ativos da TVA, lançar o WiMax em escala comercial no Rio de Janeiro (RJ). Mas como a homologação dos equipamentos na Anatel ainda não saiu, a concessionária optou por testar a tecnologia na capital paulista, nos bairros de Pinheiros e Jardins, onde a infra-estrutura já instalada torna o trabalho mais fácil e rápido. Num segundo momento, a Telefônica vai testar o WiMax no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. "Conforme os resultados dos testes em São Paulo, podemos pular o piloto no Rio e, de cara, partir para o lançamento comercial nesta capital", revelou Giusti. Quando questionado sobre o porquê de a Telefônica fazer os testes do WiMax em bairros paulistanos onde há grande disponibilidade de rede de banda larga, inclusive com uma malha de fibra óptica funcionando nos Jardins, Giusti afirmou que mesmo nestes locais há algumas lacunas de cobertura. Ele explicou que a rede ADSL, quando guarda uma distância considerável entre a central telefônica e a casa do cliente, pode apresentar perda na qualidade do sinal. Além disso, a empresa preferiu testar a nova tecnologia em um ambiente "altamente competitivo". "O WiMax virá para complementar nossa oferta de banda larga", comentou, destacando que a oferta também será estendida ao mercado corporativo, de pequenas a grandes empresas.

FONTE: http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/telefonica-wimax-pode-ser-alternativa-mais-economica-159235.shtml

Relacionadas:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/102008/23102008-24.shl
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